sábado, 1 de abril de 2017

O Lado Feio do Amor


Título: O lado feio do amor
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera
Ano: 2014 (original)/ 2015 (Brasil)

 O espinho da melhor flor…


      Tate Collins é uma garota estudiosa e independente que decide se mudar para o apartamento do irmão, Corbin, em São Francisco, para se dedicar ao mestrado em enfermagem. Assim que chega de viagem, ao invés do irmão, encontra um bêbado sentado à porta, insistindo para entrar. O que ela não esperava era que o tal bêbado era vizinho de frente e um dos melhores amigos do seu irmão. E que sóbrio ele era muito, muito lindo. Depois daquele inusitado primeiro encontro, Tate se vê cada vez mais atraída pelo misterioso homem de passado obscuro, que parece observá-la  muito mais do que como uma simples vizinha.
     Miles, assim como Corbin, também é piloto de avião. Ele se apaixonou perdidamente por uma garota no ensino médio, mas o trauma do que quer que tenha passado com ela ainda assombra e paralisa a sua vida até hoje.
     Logo, a inegável atração entre Tate e Miles fica cada vez mais forte, quando Miles propõe um acordo. Ou melhor, regras para eles se relacionarem, já que concordaram que não seria possível uma relação normal. Não com um passado sombrio como dele, nem com um irmão ciumento como o dela.
    “Não me pergunte sobre o meu passado e nunca espere de mim um futuro”.  Essas eram as regras de Miles. E este foi o acordo entre eles.
     À medida que o tempo passa, porém,  o sentimento entre os dois cresce, e Tate já não sabe mais se poderá continuar abrindo mão do passado e do futuro do homem que passou a amar. Mas, entre cada capítulo dessa história, há mais uma pista sobre o que aconteceu com Miles, e a razão para ele não querer mais se apaixonar. Ele conhecera o lado feio do amor:
 “Faz com que perceba que todas essas partes bonitas sequer valem a pena.  Sem o bonito, você nunca vai correr o risco de sentir isso. Então você abre mão dele. Abre mão de tudo. Nunca mais quer amar novamente, não importa o tipo de amor, porque não vale a pena sentir o amor feio de novo por nenhum tipo de amor.” (p. 291)

terça-feira, 7 de março de 2017

A Rosa da Meia-Noite


Título: A rosa da meia-noite - Uma paixão para a vida toda. Uma procura sem fim.
Autora: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013


Quatro gerações, dois cenários e mil reviravoltas...


     Anahita Chavan é uma indiana de beleza exótica e com uma longa história de romance e perdas para contar. Em seu aniversário de cem anos, ela ainda tem esperanças de encontrar seu filho, Moh, roubado quando criança e tido como morto desde então. Ciente de que seu fim se aproxima, mas não querendo que as buscas por seu amado Moh terminem, Anahita entrega ao bisneto, Ari Malik, um manuscrito contando toda a sua trajetória de vida, escrito para que Moh soubesse por tudo o que passou e que nunca deixou de amá-lo. Ari garante que irá atrás do paradeiro do tio-avô, mas se esquece da promessa tão logo vai embora. Até o dia em que sua devoção ao trabalho o faz perder a noiva, levando-o a dar um tempo em tudo e reconsiderar o rumo de sua vida.
"Tenho pensado muito, nos últimos anos, sobre o porquê de os jovens ficarem desconfortáveis na presença de velhos. [...] Cheguei à conclusão de que tal desconforto é proveniente do fato de que, na presença de nosso físico frágil, eles se conscientizam do que o futuro representa para eles. Eles podem enxergar, no brilho de seu pleno vigor e beleza, que também entrarão em declínio um dia. Eles não sabem o que irão adquirir." (Anahita - p. 13)
     Rebecca Bradley é uma famosa atriz americana que, no auge de sua carreira, é chamada para fazer um filme de época na agora decadente Astbury Hall, Inglaterra. O Lorde Anthony Astbury, obrigado a aceitar gravações em sua propriedade para ter meios de reformá-la, fica perturbado com a semelhança da atriz com sua avó,  Lady Violet. E como se isso não bastasse, é procurado por um indiano atrevido que quer remexer em um passado trágico para ter respostas sobre um parente distante. Rebecca está amando a solidão e a paz do lugar, mas as coisas que passa a descobrir junto com Ari sobre o passado dos Astbury pode revelar grandes perigos na pacata mansão.
"Mesmo Ari, observando de fora, não podia deixar de se sentir perturbado pela semelhança dela com Violet. Também havia certa vulnerabilidade inata em Rebecca, apesar de sua fama. Ele sentia que o destino o colocara em Astbury, como um peão inocente em um complexo jogo de xadrez." (p. 334)
     Alternando entre o passado e o presente, A Rosa da Meia-Noite traz à tona todo o mistério escondido e esquecido de Astbury Hall, desde a paixão proibida de Anahita e Donald Astbury, até a impetuosidade de uma mãe para manter o poder, destruindo todos ao redor com danos que atravessariam gerações. 
"Meu filho, desde então compreendo que, entre as mulheres, a inveja raramente é inspirada pela inteligência, posição no mundo ou por quantas joias se guarda em um cofre. Não. Quase sempre é a habilidade de uma mulher atrair um homem que gera ciúmes." (Anahita - p. 115)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O Caso Laura



Título: O Caso Laura
Autor: André Vianco
Editora: Rocco
Ano: 2011 - Nacional

Um caso para se pensar na vida...


     Primeiro post do ano, tenho certeza que sairá no capricho para uma obra que só merece aplausos.


     Marcel é um investigador particular, viciado em quebra-cabeças, que usa seus talentos de resolução de problemas para desvendar os mais diversos casos que aparecem em seu escritório. Para cumprir suas tarefas, Marcel já foi espancado, preso e quase morto por várias vezes. Só uma regra é imposta aos seus clientes: ele não trabalha com anônimos. Um homem misterioso, porém, aparece com uma mala cheia de dinheiro, o nome de uma mulher e o endereço de uma praça. A parca situação financeira do detetive e o brilho das generosas notas para um caso relativamente simples acaba levando-o a quebrar sua própria regra. Ele só não sabia o quanto aquele serviço iria lhe custar.

" Tinha feito apenas um trabalho para um cliente misterioso, semelhante demais com o demônio para nunca mais querer trabalhar nessas condições." (p. 15)

     O nome da mulher é Laura. Assim como o investigador, a aptidão da mulher em juntar peças a levou a um trabalho como restauradora de arte sacra. Mas o sorriso fácil e as tiradas ácidas não passavam de uma máscara para esconder a grande tristeza que a consumia. Com o adorado pai hospitalizado, o abandono de seu companheiro e a trágica morte de seu filho, Laura não vê outra saída para a vida se não a morte. E é justamente o que ela teria buscado, não fosse um estranho que passa a se encontrar todos os dias com ela no parque, dizendo-lhe palavras de consolo e ânimo.

"Não entendia como uns lutavam tanto para manterem-se agarrados ao fio da vida e outros, fracos como ela, entregavam-se de bandeja às teias da morte, de bom grado, de boa vontade, com todo desejo de ir-se embora para o outro lado do manto, e acabavam sendo regurgitados para essa existência que todos os conscientes teimavam em chamar de vida." (p. 9)

     Enquanto Marcel estuda o homem sinistro que apaga o sorriso amável assim que Laura o deixa no parque, Alan, um policial civil que faz justiça com as próprias mãos, tem que lidar com perigosos traficantes. Sua sede de vingança pela morte precoce da esposa, porém, o leva a atitudes arriscadas e insanas que colocarão em risco todos ao seu redor.
     Marcel se interessa pela moça da triste história. Gabriela, a Corregedora que veio para frear os impulsos do impetuoso policial, também se mostra muito interessada por Alan. O que essas histórias têm em comum? Não estragaria essa surpresa por nada.

"- Talvez haja um motivo muito grande para nós dois termos nos encontrado, Laura. Talvez minha verdadeira missão nesse caso, no caso Laura, seja fazer tudo acontecer para que possamos nos salvar desse abismo." (p. 241)

domingo, 27 de novembro de 2016

Sem Olhar para Trás





Titulo: Sem olhar para trás - Ela recorreu ao amor de Deus e venceu o ódio e a violência
Autora: Lycia Barros
Editora: Valentina
Ano: 2015

Uma doce fantasia sobre uma dura realidade...



     Há tempos estou para trazer aqui para o blog a queridíssima Lycia Barros, minha autora nacional favorita. Por ter lido o primeiro livro dela, "A Bandeja", antes de criar o blog, ele acabou não fazendo parte oficialmente do meu espaço, mas agora que "Sem olhar para trás" chegou na minha estante, ninguém segura mais!
     Esse livro conta o drama de Agatha, uma moça bem nascida que, em nome de uma paixão adolescente, sai de casa para se casar com o inescrupuloso Bruno Albuquerque. No começo, tudo parecia flores, até Bruno revelar seu verdadeiro caráter, com a triste realidade da violência doméstica atingindo-a de frente.

     Agatha aguentou o quanto pôde o temperamento explosivo do marido, até vê-lo explodindo sobre Gabriel, o filho de nove anos do casal. É quando recebe uma carta, que diz ter recebido como herança um sítio em Rio Preto. Sua tia Dulce não sabia, mas deixara para a sobrinha muito mais que um patrimônio: a chance de uma nova vida.

"Que tipo de mãe não teria o reflexo rápido o suficiente para evitar que o filho tomasse uma bofetada no rosto? Uma mãe imprestável, suspirou em silêncio, cheia de culpa. Uma mãe que mal podia se defender. Incompetente. Uma mãe que havia feito muitas escolhas erradas e agora estava pagando um alto preço por isso. E, para seu tormento, seu filho também." (p.13)

     Sem mais nada a perder, Agatha e Gabriel se mudam para o tal sítio, onde tentam viver de maneira anônima, até conhecerem o belo e misterioso dono da hospedaria local, Vicente. Agatha tem uma péssima impressão sobre o sexo oposto, tanto pelo marido agressivo, como pelo pai, que lhe negou a chance de voltar à segurança do seu lar, mas não consegue resistir aos encantos do recluso homem, que parece também manter seus próprios segredos.

"Se não pode lidar com o meu barulho, não mexa com o meu silêncio." (p. 56)

     Mas a vida nunca é tão simples quando o assunto é o resultado de nossas escolhas, e ele não demoraria a alcançar a triste fugitiva.

sábado, 8 de outubro de 2016

Perdida





Título original: Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Ano: 2013

Uma deliciosa viagem no tempo...


     Esse é um daqueles doces romances de fazer sonhar. E olha só, brasileríssimo! Um daqueles contos que a gente se pergunta: "e se...?". E se o amor da nossa vida tivesse nascido em outro século? E se tivéssemos a chance de voltar no tempo e conhecê-lo? E se depois de conhecê-lo, pudéssemos escolher: voltar para a nossa vida atual ou viver longe de tudo o que conhecemos para ter a única pessoa que nos importa?
     Sofia Alonzo nasceu na década de 80 e, assim como nós, viveu cercada de tecnologias e na louca agitação da cidade. Perdeu seus pais em um acidente e sua única amiga, Nina, está prestes a se casar com um cara que Sofia acha um barco furado. Aliás, acha a instituição "casamento" uma grande furada.
"Não queria magoá-la e dizer que realmente achava uma péssima ideia, que toda essa baboseira de amor acaba assim que a rotina aparece. Que isso só servia para vender revistas e livros e que, na vida real, você sempre acabava sozinha com um buraco no lugar em que costumava ficar seu coração."
     Seu emprego está uma droga. Com um chefe autoritário que a fez beirar a loucura, Sofia não tem grandes perspectivas ou ambições para os dias que seguirão. Mas como tudo o que está ruim pode ficar pior, Sofia deixa seu inseparável celular cair na privada, obrigando-a a comprar um novo na primeira loja de eletrônicos que encontra. O que ela não esperava é que acabaria não adquirindo um telefone portátil, e sim uma verdadeira máquina do tempo.
     Sofia desperta no ano de 1830 e é socorrida pelo belíssimo cavaleiro (e cavalheiro) Ian Clarke, que não vê outra alternativa a não ser acolher a pobre senhorita que fora brutalmente atacada em sua casa até que se recupere. Sim, porque só um terrível ataque poderia deixar uma dama dizendo tantas incoerências e parcamente vestida com uma saia que só ia até os joelhos.
     Tudo o que Sofia deseja é poder voltar para sua vida maluca, mas que lhe fazia algum sentido. A atração entre a garota e seu protetor é inegável, mas ela sabe que não pode lhe dar nenhuma esperança, afinal, não haveria nenhum modo de ficarem juntos. Ou haveria?
"Eu tinha que voltar para casa para ficar sozinha, como sempre foi. Voltar para a vida vazia de sempre. Sem amor, mas sem dor."